Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Domingo, 8 de Fevereiro de 2009
Alperce
(Levo a mão ao bolso). Tiro o alperce.
Descasco o alperce. Uso a faca na minha mão direita. sinto o suco do alperce a passar em gotas , colados à mão. à face da mão. Viscoso. Sinto a semente atrás da carne. a palpitar contra o ar.
Viro o alperce na mão. Amarelo e escuro, negro, rodado, a visão vai atrás. o alperce arrancado da casca cortada peluda. A carne oxida, a faca fica doce, peganhenta. O alperce gira-me nas mãos. é descascado sem ordem, sem técnica, com a faca a cortar, em linhas, a arrancar a casca peluda., amarelo-torrado. A escuridão segue o alperce para dentro,o alperce fecha-se sobre si. É só um alperce, é só uma fruta, e eu estou imóvel. Só com um alperce e uma faca na mão. Um alperce semi-descascado. Um alperce com o sumo pegajoso e doce, por descascar todo. E há, há a vontade de o comer, ou não comer. pegar-lhe na casca palpitante e ver os desfiladeiros vermelhos pela sua superfície, bocados de fruta arrancados no coração morto de um gigante
Um alperce
O coração, arrancado. A faca ainda na mão;, o sumo a escorrer agora, pela lâmina da faca. Oco por dentro, por descascar; a enrugar-se contra a força das minhas mãos, a. Ser arrancado da sua semente dura e escura, e vermelha, com sulcos e antipatias silenciosas, grande, desprezada,, a casca por tirar, doce.
(Alperce), entre comer e não comer.
Ou olhar e não olhar. Imaginar que se suicida, foi algo um dia, casas e conversas, percorreu o cosmos, acabou numa cozinha, chorou de desespero quando imaginou que os seus sonhos não se iam realizar, amou de mais, sofreu de menos, passeou-se por terras que não lhe diziam nada, que não explicavam o seu nome, a sua idade, fez viagens com um credo invisível por engolir na boca. Suspenso na minha mão, a semente arrancada do seu interior. Descartável, um alperce. Paisagens de negro no seu interior, pesadelos de veludo nos confins dos seus horizontes mentais, fechados, por dentro e dentro, sem conhecer ciganos, sem saber a língua que fala, a provar o fresco ácido da noite, as conversas a metal frio e salivar nas filas de espera nos serviços públicos em edifícios beges e verdes, amarelos baços, com luzes trocadas, sempre os mesmos filmes no cinema sempre as mesmas caras nas ruas que o prenderam a casa, vomitando num cesto de palha quando o arrancaram da árvore, a ler demasiadas notícias inúteis, irmãs boas de amigos que não pode ter, paixões assassinas nos olhos por idiotices que não pode explicar, nuvens que nunca compreendeu, a vê-las, passar, enquanto caiam as folhas, se entregam os dias ao fim, espanta sítios onde há homens feitos de ouro e as lanças velhas têm potros.
Um Alperce
Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
"Botas"
Hoje estava no carro a ouvir na rádio uma merda indistinta e depois percebi que era o novo single dos U2.
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009
Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
Mel profundo (um ensaio)
Mel, púrpura, negro, dourado: assim começamos de novo e assim nos encontramos no início. A âncora que puxa distorce-se na voz,, enquanto o pulsar, é automático, negro/violeta ao longe, começamos e inspiramos devagar.
Metaforicamente uma descida. (Sabes bem as linhas finas pelas quais andas ou não percebes)
Uma chamada, de atenção, uma profundidade maior, cada vez maior,um afogar de negro, atrás e por entre o mel dourado o sussurrar,
Quente ou frio esperarei por outro corpo.
Imagino.
O mel profundo mistura-se no negro, nas fantasias de azul noite, no violeta a preencher tudo o resto como um pulsar,
e acabam, acabam quatro minutos depois
Domingo, 18 de Janeiro de 2009
Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Contraste [Replicant.]
- Já não estás com o período?
Numa praia radioactiva, um mar de gnoma, numa fábrica. Num céu lilás. Ao longe uma nave a cair. Uma nave enorme a cair. O seu metal – perfeito, curvilíneo, ligeiramente prateado e azul.
Estamos no fim de uma das estações.
- Assim já dá para te fazer minetes
As cascatas caem ao contrário. Nos olhos azuis de um humano, as nuvens viram-se e tornam-se; em Sol, saliva, as montanhas suspiram as conversas dos pinheiros,, e a luz da lua canta,
]quase[ silenciosa,
pelos bosques, e
o mundo continua, ainda
- E não precisamos do preservativo.
Um homem e uma mulher apaixonam-se. Dos olhos dele sai fogo. A mente dela é luz sólida. Mas sobre esta mulher recai uma maldição. Ou sobre este homem, ou sobre o casal. Têm um filho que nasce enquanto o tempo é compactado num sorvedouro; um vírus do futuro, um vírus mortal. Para salvá-lo, os pais mandam-no para o futuro, o único sítio onde o seu filho pode encontrar uma cura. Camadas temporais em forma de dias passam, e o bebé ainda não voltou. Decidem ir com ele. Decidem ir ajudá-lo com medo que morra, mas não conseguem. E um dia ele chega. Velho, com mais de cinquenta anos, o vírus curado e um novo Legado. “Não me fales do calor da batalha” diz ele para o pai “Eu já estive em mais guerras do que tu”.
- Ainda estou com um bocadinho de nada, só amanhã é que passa
Do quarto azul sem portas, não fugiste. Encontro-te distopiana antes de voltar a fugir. A praia tem ferrugem no lugar de areia e ácido de baterias na espuma das ondas. Há trovões quase silenciosos numa permanência ao longe. O ar está em permafrost. A lua está iluminada com as luzes dos arranha-céus na sua superfície.
(É uma forma de solidão procurar-te nas memórias e não me encontrar)
Doce solidão
- Mas queres foder assim? Achas que vale a pena? Nunca tentámos.
“oi, tu” E era só uma rua. Vapor pelas tampas de esgoto. Chineses mudos com fome embrulhados em farrapos.
Os néons... e sonhava com outras ideias, linhas em intersecção no extremo da estrada de santiago, febres teletransportadoras
Naves para me virem buscar...
“Naves grandes, gigantes, a pairar por cima de colinas cheias de relva, sem taparem o Sol para permitirem esperança, a quererem a minha mente, a minha pessoa, eu – para ir conhecer as estrelas, para conhecer civilizações sem fim, para viver para sempre, para
“usar robes imperiais
e poder lembrar-me de ti para sempre, eternamente...
(a barba por fazer como recordação da minha vida de indigente)”
[sem abrigo]
- É melhor não...
- Também acho...
Uma explosão paraláxica de luz! As árvores dobram-se como patas de aranha perante a onda de choque. Sugam a Terra (“ou são os meus olhos?”) pelo infinito do centro dobrando-a sobre si como o descolar de um jacto anti-gravitacional
,sem barulho ou mortes desnecessárias
para o espaço, para os confins das profundezas do invisível negro desolador do espaço
- Não ficas chateado? Posso-te fazer um broche
“E mesmo assim tudo o que ouvia era a tua voz. E o calor do teu sorriso e o cheiro seco do teu cabelo. E enquanto a Terra era sugada para o espaço e o Sol se matava, numa morte triste, laranja, inchando, implodindo sobre si mesmo, e mais uma parte do universo ficava na escuridão, no vazio, sem luz.... nos meus robes imperiais e na minha coroa viva sobre as minhas orelhas, e um olhar infinitamente mais sábio, lembrei-me de ti.(..) E quis salvar-te. E quis implorar aos sábios, na ponte mestra na trave central da nave matriarca do império, que resgatassem a tua vida, que te escolhessem como a mim, que pusessem a tua alma noutro corpo, que virassem o espaço ao contrário e me permitissem tecer outra teia temporal de energia para esticar o braço antes do momento final e num sopro de tempo te salvar...
A desvanecer-se
- Não, não é preciso
A desvanecer-se
Afastando-se da Terra a ser espalhada em todas as direcções em ziliões de fragmentos precisos, cada um, nos confins do espaço sideral
Longe do esquadrão das fragatas _________ a assistirem, em acto solene, à destruição de mais um planeta
Longe do sistema solar com o seu Sol, laranja, vermelho, vermelho morte, como uma chama que se apaga, a devorar-se
Longe da destruição, longe da vida, longe do tempo
Longe
mais longe
Cada vez mais longe
da luz
Sábado, 10 de Janeiro de 2009
Ya
Pois que In The Future tinha sido lançado em 2008, não me lembrava; gostei do álbum (as minhas dispersões temporais andam a ser caçadas pelo hipopótamo cor de rosa ou, julgo, um dos seus lacaios) - já os novos de Nick Cave, Metallica, Riding Pânico (que já conheço há um par de anos) Cult of Luna, Black Keys, Mogwai e Opeth passaram-me ao lado - não que sejam maus álbuns; mas não houve interesse meu em querer conhecê-los a fundo (tirando: Cult of Luna. Cult of luna? yeeerrgbtsh). Os outros não conheço: Vai buscar! Mas vou sacá-los ali ao pântano. Quando me lembrar. Little Joy já descobri em 2009... nos primeiros dias. o tipo dos los hermanos foi tocar à radio. cenas acústicas. bonito. Little joy é o gajo do los hermanos com o tipo dos the strokes. ta ali como quem vira.
Foi um ano fraco. De facto uma lista de dez melhores não é fácil. Há muitos álbuns bons - há poucos álbuns que tocam. Que nos fazem sentir que o mundo é um grande lugar para viver cheio de coisas bonitas que conseguem ser agarradas por humanos para permitir que todos as usufruam.
Sei lá. É só música.
Sábado, 3 de Janeiro de 2009
2008 foi um ano muito fraco, em termos musicais.
Apetece-me escrever culturais – é essa a sensação qu tenho, ainda que ache que seja algo injusto para a sétima arte – que, este ano, se portou melhor que em 2007. Mas o resto, passou-me ao lado, e não foi tanto por eu, tentando ou não, andar a passar ao lado um pouco da própria existência mundana de certas coisas.
Talvez seja do momento, da altura; a nível global, viveu-se uma saturação ideológica com a presidência bush, de parte a parte: com o mundo civilizado a querer que a sua era, pautada por uma nebulosidade ante noções como inteligência, humanidade, cultura, - enfim, era pelo menos essa a ideia que passava – e a outra parte frustrada em ver perder a sua era de ouro, o fim de uma era, e depois a insuportável esperança, esperança, ESPERANÇA,
como crianças.
As guerras também não ajudaram nem os conflitos globais – tão pouco as dificuldades, reais ou potenciais, potenciadas pelo descalabro da economia a nível mundial.
Quando assim é, quando existe este cocktail e, resumindo, o mundo apresenta-se conturbado em muitas frentes, a produção – e, mais, a qualidade – artística dos artistas desce, anula-se, sign 'O' The Times, se quiserem. Não imagino nenhum inglês a pintar no dia seguinte aos bombardeamentos efectuados pela lutwaffe na segunda guerra mundial, por exemplo. Decerto que não o fizeram. É uma explicação simples - redutora, mas simples – para ajudar a explicar o ano que passou.
Mas em termos de música – que ano tão triste. Não houve um único ábum, um único cd, pelo qual eu verdadeiramente me apaixonasse. Vejo TV on The Radio a ganhar melhor álbum do ano em muitas publicações – fico um pouco estupefacto, mas também entendo que assim seja – o que, precisamente é estranho. Noutros sítios, Santogold. Chinese Democracy nada (o que prova, de uma vez por todas, que trabalho árduo e muito pensado não compensa de todo). Dear Science é bom, funk-rock contemporâneo, mas não é nenhuma obra-prima. E álbuns pop como Santogold fizeram-se aos potes em 2007. Buraka ganha melhor álbum nacional – o esperado, noutros sítios dead combo, para quem se considera de gosto mais refinado. Pessoalmente, gosto dos dois, e são incomparáveis.
Mas, pior, não houve nada, nenhuma obra de génio que tivesse captado. Não sei se o Smile dos Boris saiu em 2008 – ou o Rainbow – não faço grande ideia, mas nem esses me fascinaram ao ponto da admiração. Nem encontrei nenhuma banda nova este ano – talvez cat Power, mas não foi propriamente uma descoberta, nem foi ropriamente uma excepção – com um sólido bom álbum – a este anoque passou. Foi mais um revisitar este ano. Estará a indústria musical saturada? Quanto mais me viro para o dubstep, nem por isso deixa a minha resposta de ser dividida.
Venha 2009. 2008 foi para esquecer.
(algum álbum/banda que seja excepção a este post? Refiram-nos sff nos comentários)
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
Domingo, 21 de Dezembro de 2008
what would community think 3, 12 parte 2 - (memórias a verde).
arrastaste-te pela praia e não pediste ajuda.
e,
(penso agora, que. O cansaço e a tristeza são memórias parecidas. tudo é mais castanho e cinzento nas imagens que guardamos.)
Mas nesta, nesta o céu estava vermelho e o mar verde e preto, como eu me lembrava.
E tinhas um chapéu que tinha voado branco, e tinhas, as tuas calças de ganga arregaçadas. e as tuas mãos estavam muito frias, e cheias de areia.
E o mar estava ali tão perto, mas não estava assim tão perto.
A cadeira de rodas tinha ficado no carro, esquecida
(a imagem da cadeira de rodas, preta, dobrada, espalmada, na parte de trás de um automóvel, no parque da praia, as árvores cheias de pó, o vento com areia, salgado, o mar já por ali, atrás - a sentir-se, invisível - no fim do dia, e frio, já o frio da noite)
E rias-te e as tuas pernas ainda não te obedeciam e não ligavas.
E eu sentia tanta raiva de mim quanto te amava, por gostar de ti. E não queria ajoelhar-me. E andar a teu lado. E não sabia como ficar de pé. Levar-te ao colo para o mar - mas medo que te afogasses. E estava já frio. Mas eras algo louca nessas coisas.
A areia estava molhada,, querendo ajudar-te.
O céu desabou. o vermelho caiu e deu lugar a um rosa escuro, com as nuvens a virem de leste, demasiado altas, longe. O mar encheu-nos de frio, bebemos espuma, trememos na água, vestidos, a tua ideia, como tu, tinha sido tão bonita quanto estúpida.
E eu só conseguia pensar no meu nome e no teu. No meu nome e no teu. A encerrarem as nossas definições, o que éramos, um para o outro
- a água tão fria-
pousaste a tua cabeça molhada no meu peito molhado, naufragaste na areia e o céu começou a ficar preto. As luzes das cidades no horizonte acendiam-se, e eu ainda te amava. Eu ainda sabia o teu nome. Tu ainda não andavas. Mas já não sentia vergonha.
Então o frio transformou-se numa espécie de calor.
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Luzes fora
Luzes fora -
Oh que bonito
Com este frio e apertado -
a rapariga na cama e tu cus amigos
Luzes fora
Na cidade há tiros
de escuridão pelas festas a arder
Concentração com dano de queridas e
suicidas vidas
é para o que der e vier
Na noite depois
de mandarem a luz fora
Puntz, puntz
inusita-se
Luzes fora
Sobram os movimentos atrás da violência
dos sorrisos na manhã cinzenta
os candeeiros e as nuvens correm atrás
do prejuízo
- manhã sonolenta -
entre as novas cores do céu
e do ouvido.
(puntz puntz)
Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Please don't feed the retards
Os deficientes mentais chegavam-se às grades babando-se com as bocas entre os furos de metal preto e plástico verde, as mãos como as bocas, fazendo sons guturais de Uuuumagumma ou blhablhablhaaaaa, arritmadamente e algo lentamente. Como
DEFICENTE UM: Uuumagumaaaa....
DEFICIENTE DOIS: Blhablhablhablha.!
Estavam num jardim zoológico ao lado dos chipanzés, à esquerda, e do matanduá, à direita. Um dos mongolóides, Roberto Silva, tinha estrelas nos olhos e olhava para o céu, à noite, cheio de preto e vazio e pontos brancos de longe lá no cima, pelas grades de ferro da jaula onde passava a noite (apenas uma nesga já que a cobertura por fora da janela gradeada tapava a maior parte da visão do céu), e via muito mais que o céu. Via um mundo, em que não era um estúpido e inútil deficiente mental apenas atracção turística e animal enjaulado sem capacidade de decisão, e imaginava-se uma pessoa normal (o que quer que isso fosse) que, se pudesse e se o fosse, viajaria pelo cosmos onde teria as mais incríveis aventuras - sempre munido de uma pistola presa à cintura ou à mão direita (apesar de Roberto ser canhoto) que dispararia raios laser contra alienígenas verdes vestidos com fatos de plástico duro roxos e azuis-escuros com redomas de vidro a protegerem-lhes a cabeça, e cordas, caso caísse dos penhascos, por engano, dos planetas com paisagens de cristal inteligente e possibilidade da terra mudar como uma pintura numa tela inacabada, como um organismo vivo, e assim como poderia o Roberto morrer?, uma pistola que disparava lasers e cordas mágicas - por algum razão o Roberto é mentalmente deficiente, e está enjaulado.
E depois havia a mongolóide Luísa, tão atrasada mental e limitada quanto Roberto e os outros que lá estavam (Chiquinho, Álvaro, e Pamela), que sonhava não com estrelas ou ilimitadas viagens limitadas aos confins do espaço tal como um deficiente mental o perceberia, mas com a Britney Spears, loira e perfeita, a Britney Spears que um dia iria passar por ali, vê-la, e de algum forma, compadecer-se da sua situação; estender a mão
- Ó meu Deus, o que está esta criança perfeitamente bonita e normal a fazer aqui?!
Tocar na rede gradeada onde Luísa estaria a olhar para ela, com lágrimas nos olhos, admiração e um espanto tão grande que mudo, só com o ranho a correr-lhe do nariz por estar emocionada, e tão emocionada que paralisada, a chorar, a chorar de alegria
- O que é isto, prenderem esta criança? O que é isto? Exijo falar com o responsável do parque imediatamente, vou levar esta criança!
E o sonho de Luísa era alimentado por si própria e pela realidade, porque ela sabia que as pessoas gostavam da Britney Spears, ela era de todos a mongolóide mais preferida pelas pessoas todas, porque cantava sempre sem parar, agarrada à grade, as canções todas da Britney que ela sabia
- H_iiiit mi beee...bi UÁNE moo,óoore (enquanto se babava) TAIme...!
E as pessoas aplaudiam
BRITNEY SPEARS: hahaha olha que giro, puseram as criancinhas atrasadas ao lado dos tamanduás!, e a perfeição loira num vestido preto que foi lá com os filhos de passagem afastou-se, seguido por uma legião de papparazzi que ignorou a Luísa, de coração destroçado, junto ás grades. Tinham tirado o único, o único e mais valioso e precioso sonho de uma vida inteira, à Luísa, e ela ficou, horas, pela primeira vez em silêncio, agarrada à grade com a boca aberta e as mãos a agarrarem-na frouxamente, enquanto as lágrimas corriam, o ranho branco corria, e o choro era silencioso, constante e interminável. Luísa não se matou nessa noite.
Chiquinho amava Roberto. Mas Roberto achava Chiquinho feio, e eles não tinham nada. Luísa dormia com a Pamela, mas desde o incidente Britney Spears que Luísa nunca mais teve, na cela, comportamentos de cariz sexual. Por vezes mostrava a vagina de forma aos visitantes, a meio do dia, mexendo-lhe violentamente como a uma viola, num gesto de insulto. Pamela era relativamente discreta, o Álvaro era o mais feio de todos, porque além de ser tremendamente deficiente mental e completamente estúpido, demasiado estúpido até na sua deficiência para conseguir sentir tristeza ou revolta, na sua condição, era muito moreno e tinha o cabelo muito preto e muito forte.
Roberto sonhava com naves espaciais
Tinham a forma de bolos, e rodas de carro, e
Luísa nunca mais sorriu e
- Olha mãe, olha os meninos atrasadinhos...
E lá estavam eles, junto às grades, agarrando-as com a boca e as mãos, a fazer monifâncias, no pino do dia, no meio do Zoo.
Domingo, 23 de Novembro de 2008
Como sempre -
-
Tinha um post bom para fazer naquela altura precisa. Mas aquela altura precisa passou
.
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
What would the community think? - 12; 4
Luar sobre o luar do casaco. Queima-se uma ou outra pele, a pele essencial, resgatamos a falta de um irmão imaginado, e a lança, espetada, ainda está, sobre a lama, uma espécie de líder da verdade.
O que pensaria a comunidade? Dói-me o pescoço nas cinzas que sobraram. pestanejo uma carica pelos dedos. Não lhe conheço o nome e já é como um navio forte e duro, denso. A preto e branco olho para as silhuetas e para as penumbras;, passo as costas das mãos por um livro - qualquer. Sinto a tentação da fala e do desejo pelo desconhecido, ou pela minha privada forma de medo. Nu como uma boa-vinda o frio azul ousa-se mais masculino do que eu, e o Inverno tem a mesma cara que uma notícia sem nome, sem data, sem conteúdo, uma estrada ao longe de si mesma.
E começam a dançar ao lado de mim na névoa do silêncio. Não quero conhecer ninguém, nenhuma dessas pessoas. Da minha mente, primeiro vejo uma pirâmide, depois um grito de mulher, e juntam-se os dois e dão em mim,, mas continuo em silêncio.
(haaaaaaaaaa), Ham
_
What would the community think? - 3; 12
Então disseste,
- (estou apaixonada por ti).
Wowowow.
Espera.
Espera lá. Eu não posso gostar de ti, eu - nunca me imaginei a gostar de ti. Não é suposto gostar de ti só porque quero estar contigo, só porque gosto de ti. Sim, tudo bem, é bonita a imagem de te levar pela rua pelo meio de Lisboa enquanto falas sobre a arquitectura das casas pombalinas,
(por entre as cores desajustadas da tarde, ou da madrugada)
e foi bonita... estou-me a lembrar agora porque me lembro sempre
, deitar-te na cama, tirar-te da cadeira de rodas e despir-te lentamente para fazer, acho eu amor, ou pedir um pouco de amor emprestado para to poder dar - porque o merecias.
O que pensariam os meus amigos?
Mas o teu cabelo mata-me porque não sei de onde vêm esses caracóis. E gosto da tua mãe... ela gosta de mim. Mas não, não é suposto gostar de ti, não é suposto amar-te. E se estiveres apaixonada por mim - já estou cheio de medo. Aterrorizado, não é - não é suposto namorar com uma paraplégica, foi só uma aquela vez, e foi bom, e é tão bom ter-te conhecido,; não, merda não fales
- João...(?)
(E vias o medo nos meus olhos)
Não é que eu não te ame - não quero dizer não é que não GOSTE DE TI - tenho que parar com isto - não é que... és linda, não é que não sejas linda - sinto-me tão estúpido, porque é que estou com tanto medo, porque é que estou, sim, és linda
(estou completamente desamparado, completamente...)
A estupidez do coração: a realidade torna-se fútil connosco inseridos nela. Boy meets girl, a miúda está numa cadeira de rodas, e se gostares da rapariguinha não é que gostes mesmo dela - estás é a satisfazer os teus instintos paternais. Eventualmente? a rua onde ela se virou para trás para te pedir o teu amor terá para sempre o nome dela. E, claro, não lho demos
!
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Um Novo Reino
Um travesti comum vestido cor de rosa e descalço em cima da lama preta virava hamburgers no grelhador com um cigarro na boca. Outro travesti, paraplégico, ao lado dele, aos círculos, limpava uma caçadeira preta.
As paredes do manicómio em salmão erguiam-se atrás deles, caladas ou indiferentes perante a rotina dos dois pacientes, que pareciam estar em total liberdade. É que o manicómio fora tomado pelos loucos. Orgulhosos, subiam ao telhado e atiravam excrementos lá para baixo. As mãos ficavam cheias de merda, e alguns principiavam a ter sexo uns com os outros, não importa o sexo, um broche em pé aqui, uma enrabadela ao pé da cantina entre a comida violada no chão, no chão laranja e azul plastificado. O cadáver de um dos guardas de bata branca cheio de sangue que parecia um exagero, supunha-se por talvez alguém, repousava em cima de um aquecedor pregado à parede, num ângulo estranho, com um tubo de metal irregular cravado no meio do peito, atravessando-o, dobrando-se no contacto com a parede. Os cabelos de todos esvoaçavam no vento forte com as caras sujas de fuligem e riscos das lágrimas secas. Lá fora, na lama, longe dos dois travestis, uma pira de colchões fumegava, apagada, com um corpo carbonizado no meio e um cão a dormir ao pé enroscado. As cortinas rompiam-se das janelas, descontroladas, presas aos varões. Havia uma total ausência de discurso nos ecos dos corredores, mas muito movimento e sons guturais, alguns urros, gritos, roupa espalhada pelo chão, vómito a azedar, esquecido, enfermeiros decapitados, um crucificado no armário dos produtos de limpeza, de cabeça para baixo, com dois toros grandes que nenhum homem sozinho tinha conseguido erguer, com os pés presos por cordas, e vários pregos nas mãos, o cabelo pintado de branco. Um casal de loucos beijava-se sofregamente, no parque à entrada, tiritando de frio, atrás dos travestis, muito agarrados, em pé, quase imóveis. Ao longe chovia, como quem olhasse para o horizonte com o hospício pelas costas, e depois das árvores. Viam-se as nuvens cinzentas a transformarem-se em chuva; e o céu estava cor de chumbo, e ocre. Uma louca, deixada sozinha, dançava ainda no quarto,com a porta aberta, em movimentos circulares, e com os braços ora ao longo do corpo, ora mexendo-se de forma diferente ao resto do corpo, nunca ultrapassando a cabeça. O cheiro a humidade passeava pelo ar fresco, suave, permanente, como uma nova entidade. Era um reino novo, aquele, um reino feito de novo por pessoas novas, perdidas ainda naqueles corredores de ecos povoados por coisas novas e nos seus próprios, quaisquer que eles sejam, com entradas ou saídas, dependendo da perspectiva de existirem qualquer tipo dessas coisas naquilo que eles viam, e sabiam existir; perdidos, como um nexo desfocado numa ideia singular a todos, unida num propósito comum, certa como eles; desconhecida, trágica na sua realidade, completamente inútil, como todas, em respostas.
O travesti, cuspiu o cigarro com a boca num gesto de diva, ficando a fazer beicinho com os lábios – que não estavam pintados. Com a espátula, virou os hamburgers um a um, com destreza. As paredes do manicómio, com as janelas abertas e todas destruídas, os vidros partidos ou estilhaçados, em formas que faziam lembrar montanhas transparentes bi-dimensionais, as cortinas a esvoaçarem silenciosamente ao vento, como se tivessem um qualquer propósito observavam, caladas ou indiferentes.
Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Sábado, 1 de Novembro de 2008
Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Inverno. feat. PJ Harvey.
Chegou o Inverno.
Chegou o Inverno com chuva lá fora e frio de manhã. Tempo cinzento e nuvens pretas, o ocre do pôr e do nascer do Sol já não se vê. Chove, ouve-se PJ Harvey à tarde. E a mais tardes. Os livros escritos e por escrever acumulam-se no quarto. Há um torpor de sono encostados no quente dos sofás. Sair de noite começa a ficar - não uma miragem - desfocada como os edifícios ao longe atrás da chuva preta.
Já não há cigarros na janela à madrugada. Já não se vestem as camisas como uma segunda pele. Eram outros tempos quando se andava nu pela casa durante horas depois do sexo. E o vento corta como navalhas na cintura e no pescoço por entre os casacos.
Está frio. É Inverno. É sempre uma estranha e repentina mudança de status quo.
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008
Quando o avião se despenhou no meio do deserto (os motores pararam, a tempestade de areia subiu e atravessou-o de parte a parte, partiu-o ao meio, e a explosão da fuselagem empurrou-o para baixo) sobreviveram apenas dezoito homens e quatro mulheres - um bom número para desastres aéreos.
A tempestade fazia-se ainda sentir e só depois de uma noite é que parou. Entretanto, nessa noite, 3 homens e uma mulher tinham morrido, incluída uma criança na categoria dos homens de quase oito anos. A mãe, uma das mulheres, enlouqueceu. A primeira noite foi passada numa confusão terrífica de areia, escuridão, e parecia que o barulho do próprio inferno a tentar reclamar a vida dos que sobreviveram. Animalescamente, juntaram-se todos durante a noite - apesar da cegueira, dos ferimentos, da escuridão e do terror quase totais, e cobriram-se com farrapos e bancos tacteados no meio da areia.
No segundo dia, tentou-se procurar comida e criar um abrigo improvisado com a carcaça do avião que sobrara, logo ali ao pé,
(Olhou-se para o céu: O Sol procurava negar qualquer esperança de humanidade reencontrada. Temos todos vidas, estamos todos aqui, e aqui estamos, reduzidos a nada, à espera de)
Para proteger as mulheres e os mais fracos.
Ao terceiro dia enterraram-se os mortos e morreram mais dois homens. Outros dois tentaram encontrar a outra metade do avião, que teria as bagagens, e quem sabe, mais sobreviventes, mas não voltaram mais portanto morreram. A água racionada acabou e a comida acabou nessa noite.
- Estamos todos fodidos! Estamos todos fodidos!
Gesticular e andar por aí a gritar gasta energia - e água. Portanto acalma-te. A mulher louca estava quase morta e um dos homens já mais velhos morreu também. Nesse final de dia o homem que tinha passado pelo primeiro momento de descontrolo destruiu o rádio que teimava em não funcionar.
No dia a seguir foi outro dos homens que perdeu o controlo e começou a chorar no meio da areia. Apanhou uma insolação e ficou bastante doente, apático, e a mulher louca morreu. O calor e falta de água estavam a matar lentamente os sobreviventes.
Um dia depois morreram quatro homens as outras mulheres e no dia seguinte morreu toda a gente.
O avião despenhou-se - uma confusão de bagagens, máscaras de oxigénio, tudo isso que se sabe mas que não se sabe de facto porque nunca chegámos a sentir joelhos em cima das nossas cabeças e uma enrome pressão no peito ao mesmo tempo que os nossos ouvidos parece que vão rebentar em sangue enquanto sabemos, que vamos morrer e que é agora, a minha vida, e de repente percebemos, A MINHA VIDA VAI ACABAR AGORA, enquanto sentimos um desespero palpável ao sabermos que não conseguimos proteger as pessoas de quem gostamos que vão ao nosso lado, se forem no mesmo avião que nós, e as janelas rebentam e entra areia do deserto fria, fria no avião, há pessoas a voar e leds vermelhos a piscarem no meio do barulho ensurdecedor, e o avião parte-se ao meio, os pilotos morrem aos comandos enquanto tentam aterrar o avião numa duna para tentar amortecer - amortecer - a queda entre a escuridão quase total que o deserto proporciona. Já há o cheiro a sangue quente no ar e ainda não se viu propriamente ninguém a morrer, mas parece que toda a gente morreu. Há pequenos incêndios, fumo, e areia, areia e vento que atingem as pessoas que ardem e sangram das contusões ou já jazem nas suas cadeiras inconscientes, algumas sem braços gritam apenas debilmente, e a noite de terror passa, mas toda a gente morre, toda a gente morre naquele avião e no dia seguinte, os que se safaram, vêm o Sol a nascer, a tempestade a acalmar, e ainda, tentando perceber e reorganizar a própria noção de estarem, por enquanto, vivos, sentem esperança.
- Achas que vamos sair daqui?
E os dois homens, António um, Nuno outro
nomes traduzidos para português
Olham para o Sol na sombra da carcaça do avião, um pouco afastados dos outros, com turbantes improvisados na cabeça e mãos a segurarem os joelhos em posição relaxada, e Nuno diz
- Sim, porque repara, já estávamos a mais de metade do deserto, e o voo não é de uma companhia qualquer, somos turistas europeus. Vão-nos encontrar de certeza.
Continua - Sabes que os computadores agora do avião - aquilo é muito bom para a nossa situação. Porque estão sempre a comunicar com a torre a dizer qual é o sítio - as exactas coordenadas, percebes, onde estamos, a esta altura já devem andar por aí os helicópteros.
- Então - e diz António, olhando brevemente para o Sol como se já esperasse ver algum vislumbre de alguns salvadores pontos negros no horizonte - quando é que achas que eles nos devem encontrar?
- Este é o terceiro dia… Mais um dia, dois dias no máximo. Eles já estão mesmo aí. Devem estar a chegar.
- Também temos sorte. Temos racionado bem… as coisas. Ainda temos água para amanhã, se tivermos cuidado, e ainda há ali umas… sandes.
- … O que eu só quero é voltar para casa. Maldito Sol.
- Se nos safarmos, vamos prometer que nos vamos ver pelo menos uma vez por ano, todos os anos. Eu vou ao teu país e tu vais ao meu. Quando nos vierem buscar.
- Sim. Eles vêm mesmo buscar-nos. Já não estávamos no meio - está prometido. Haaa, e agora - disse pondo a cabeça para trás.
- Sim - agora o Sol está a saber bem. Já não estamos no pico do calor. Enquanto as dunas, imóveis, os olhavam e serviam de paisagem, amarelas.
- …Está mesmo prometido,
Sábado, 25 de Outubro de 2008
Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008
random quizzes às onze da manhã
You Should Be A Poet |
![]() You craft words well, in creative and unexpected ways. And you have a great talent for evoking beautiful imagery... Or describing the most intense heartbreak ever. You're already naturally a poet, even if you've never written a poem. |
In your face, Balhote.
Terça-feira, 21 de Outubro de 2008
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008
Embrace Change (update: link corrigido)
Os mega-eventos de Verão sempre foram, precisamente, de Verão - sazonais, com modificações statusquonianas (viste mãe, inventei agora mesmo uma palavra nova) em certas personagens mas abalando pouco o sistema e o universo habitado pelas personagens, e com uma conexão sempre frágil entre títulos, e histórias, mantendo estes sempre uma razoável autonomia.
Mas não agora. Agora, eventos são planeados com mais de meia década, e um torna-se automaticamente o ponto de partida para outro. Primeiro uma Guerra Civil. E agora uma Invasão secreta.
Extravasa, também, para fora do próprio universo onde o evento é suposto acontecer. torna-se um acontecimento. Gera especulação na internet - o buzz de que sempre se fala. Interage-se com o público em mais maneiras do que apenas a primitiva, original. Mais orgânicos, no fundo. Pede-se mudança. O universo expande-se. Não conseguimos seguir tudo num só título. As coisas tornam-se mais interessantes. Mas a magnitude - que cresceu de forma demasiado acentuada - da coisa levam a uma frustração do próprio público. E a uma carteira mais leve. Pedem-nos mudanças mas não há dinheiro para a compreendermos.
Resta-nos passar ao lado de mais uma crise mundial e eserar que o universo fique na mesma quando o Verão (e já estamos em Novembro...) acabar.
Domingo, 19 de Outubro de 2008
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
A grande abóbora passou-me isto
la brute
jogo de porrada. Em que não lutam. Estupidamente desafiante. Vão lá e digam-me o que acham. É fácil. E eu não tenho francês desde o nono ano.
Tentei encontrar fotos de rally tascas, mas não há.
O google não é perfeito.
Rally:
Tascas. começa-se a andar e depois a correr e depois há a frustração que se mistura com o calor (sempre no meio de piadas) e depois há um posto que ainda não existe (o terceiro) e depois há andar mais e de repente - diabo. Ao quinto posto já estamos a falar mais alto, a correr e a gostarmos de toda a gente. ao sétimo cantamos, cantamos muito, cantamos até ficar roucos (porque)
a vida te espera
só tu podes conseguir;
as mulheres têm vagina
não podes desistir.
Não é bem Paris por toda a parte, como o stencil nos faz lembrar, mas livros de metafísica grátis 4 em 1 e uma última vez, só uma última vez mais, e até não chegarmos ao nono posto talvez se possa aproveitar tudo - e aproveitou-se. As pessoas encontraram-se todas, as capas (claro) perderam-se, deitando por terra a possibilidade de uma qualquer contagem e vitória - de quê? - , falam-se com aquelas pessoas que percebemos que adoramos, fazem-se amigos novos que merecem sempre pelo menos a partir dali um olá risonho a passar pelo corredor; fica noite. Não se bebe mais nem se fuma mais. O Rally tascas parece não querer acabar, parece estar sempre perfeito, perfeito demais, todos os anos, com atalhos que saem caros, pessoas que não bebem, tipos nos postos antipáticos, desvios que nos fazem perder o fio à meada, as tipas erradas com quem nos metemos, e ainda assim é sempre perfeito, sempre, sempre sempre, perfeito talvez por nós, pelo que estamos ali a celebrar, mas sabes que mais nao m apetece filosofar, dá-me cá a ganza e deixa-me acabar a sangria, que já levo para casa um livro grátis sobre metafísica e mais uma tarde para recordar para largos, pelo menos, no que ela me deixar.
Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Domingo, 5 de Outubro de 2008
Domingo, 21 de Setembro de 2008
Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
I
Truque:
(funciona por uns momentos, todos sabemos que é possível tornarmos certos momentos quase eternos)
não se pretenda chegar a qualquer lado ou partir de qualquer sítio mas simplesmente observar(mo-nos) como de um estrangeiro se tratasse, parar para sentir beijos, raios de Sol que encadeiem, acessos de vómitos em noites sem nome ou apenas uma enorme vontade de rir quando se olhar para as estrelas e se perceber que estivemos estamos e vamos morrer completamente sozinhos, sem ninguém, fechando os olhos à vida sem saber o que poderá, o que poderá, pela primeira vez nas nossas existências, vir depois.
Mexer bem. Ouvir música ou dar beijos ao de leve em quadros. Sair em situações inesperadas. conter-se num riff de onda. Apreciar a arte da fuga.
Desprezá-la
E acima de tudo
Muito importante
Descobrir um nome
dois,
ara o desconhecido/esquecimento, versões americanas/japonesas em vinil ou cd, and away we go estamos numa aldeia numa cidade estrangeira dentro do corpo de uma pessoa do mesmo sexo, catano, pânico, medo, comoção, e nunca se partiu, nunca se partiu porque nunca se parte verdadeiramente de nenhum lugar, apenas de uma ideia, de uma constatação ou de um medo, de um tigre azul ou de um terror ali do outro lado da existência, entre as persianas dos progenitores maiores que um pesadelo e os lábios gretados como uma cabana de pescadores abandonada no inverno, festas de verão com o mar ao pé quando ainda nem jovens somos e triciclos partidos ou beatas sujas como sempre sujas
; porque nunca se parte ou nunca se vai para lugar nenhum,, ou, não menos correcto, nunca se pára de fugir ou de se viajar sem nunca se chegar verdadeiramente a nenhum lugar.
Escolha-se a alternativa que mais parece certa e reconfortante com os estilos de vida de cada um tenha-se um igual terror ao perceber que uma constatação acerca de um depois do raciocínio é sempre a mesma.
Regressar é uma hipérbole; sem dúvida, há deslocações espaciais (dentro das três dimensões, por vezes envolvendo até a quarta), passes de mão, fugas p
Quatro
cinco
"Every once in a while, we sort of wish we could just move on musically, forget whatever it was we super into, no matter how magical. Find a new band to fall in love with. To obsess over. To slavishly track down every single shred of recorded music by. Buying multiple versions of the same record just to get one extra song, or a just a few more minutes of glorious drone and buzz. But then along comes a record like this, and wipes that wish away. Boris are indeed the rarest of bands. Few groups engender such utter devotion. If it wasn't Boris, sure it would probably be someone else, but it wouldn't be the same.
Not sure if it's the fact that they're Japanese, or that their early records were so shrouded in mystery, or guitarist Wata's utter bad ass coolness, the increasingly elaborate and insane packaging, the outrageously limited releases, it's probably a combination of all of those things, but"
SMILE
You laughed like a water mark, .]-.| 8 |.-[.
3 Palavras (acompanhadas /regadas por uma bela paisagem sónica enquanto escrevo):
- Rhamallá
- Mazthoril
- Azkanard.
3 delas: uma delas é uma piada, um substituto a letras de canções que cresceu inodora, [porém] como uma pestilência. A outra é uma caverna de gelo localizada em...? - Não me lembro. Winterspring, mesmo no meio, guardada por pequenos dragões azuis, de gelo, e dois enormes cujo apenas o primeiro consegui matar (no outro fingi-me de morto para conseguir escapar). Nos últimos tempos, porém, a palavra cresceu, e tornou-se nua espécie de paradigma para todas as ideias e imagens que surjam acerca do fantástico medieval mágico.
A terceira é uma espécie de paisagem; uma ideia, ou um livro, talvez um conceito, que se espraia, espraia-se ainda sem nome, definição ou propósito pela planície da mente do tigre azul, sempre presente, ainda sem rumo, direcção certa ou incerta, ou razão de existir. Mas existe e talvez sejam assim que os deuses se formem.
Sábado, 6 de Setembro de 2008
Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008
Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008
Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
Fábula da Máquina Suave.
Boomp3.com
passaste por mim e agora estou tão infeliz. partir ou ficar são apenas suposições; para quando voltarei a percorrer os caminhos talhados a vermelho e amarelo nas rotundas ao sabor dos carros? sendo de novo novo? Tão estupidamente novo?
Ha, as memórias por vezes são só interjeições; fugir delas é uma redundância. Como te ter e agarrar-te se nunca te tive mesmo quando foste minha? pouso o cigarro, aspiro o sovaco, estou pronto para me fazer suave e gorda, inútil e polida numa caixa de metal cheia de circunferências desenhadas pelo meu peito.
Está uma ventania de pó e amigdalites do calor que teima em ir. E não está ninguém
Não está ninguém para dar carinho a esta suave máquina
Esta suave máquina
paralítica quando caiu de um segundo andar quando estava numa trip de drogas, e depois...
Paralisada da cintura para baixo, era baterista e não tocou mais, virou-se para o clarinete e para a bebida
Mas ainda uma donzela, ainda uma máquina suave e com as suas utilidades (quais)
Pfa
Pfut
Pfa
Pgfut
Foste-te.
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
Fábula do Míssil Supersónico de.
O míssil supersónico de destruição voou e fez ricochete no ar; o combustível de mísseis (não posto pelo exército) gastava-se como um rapaz triste de oito anos que ficava sem uma bicicleta. Caiu no mar e afundou-se, com a força das correntes foi parar a uma rua mirando a tampa de um esgoto, a ameaçar chuva nesse início de tarde, em que está tempo de dores de cabeça. Tinham passado __ minutos, noutra rua ali muito ao longe outro casamento se celebrava. Algo com pêlos e sem polegares interdigitais (pareceu-lhe - a tentativa de um feito com uma faca artesanal) tentou dar-lhe a mão para agarrá-lo mas ou fugiu porque o tinham descoberto, ou o iam fazer - e de rompante - ou desistiu de tal projecto que tinha acabado de começar, ainda assim se sentindo que não tinha sido por acaso. Comentava-e um livro num café da esquina. Ali ao lado jovens discutiam os seus futuros, frescos de saírem de uns estágios ou faculdades prontos para ter filhos sem saberem. Trocavam-se as bicas, ouviam-se ténis no chão polido de pedra, lamentava-se o alcatrão mesmo por volta da entrada do esgoto, sem uma premonição qualquer de poderem vir carros a passar - estranhamente.
E o motor do Míssil Supersónico de Destruição voltou a trabalhar.
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Põe as mãos nestes cordéis
E afasta as aranhas dos teus bolsos.
Hey hey hey
AFASTA AS ARANHAS desses bolsos.
Ela vem com um pesadelo de veludo
E pelas sardas se desenham espelhos quando
não me cumprimenta com os olhos.
e eu digo
Hey
(hey hey)
afasta as aranhas desses olhos
Ouviste - ?
Eu disse que -
aspirar o som como quem queima a pele e aguentar dois 3
soluços
Faz-se assim uma história de "aguentar"
aguentar as nuances de todos que
(afasta as aranhas desses medos)
No banho ou num grupo grande
- mais soluços -
O teu pesadelo de veludo é agora Teu.
Ante
uma oportunidade
Mais vale afastar as aranhas dessa fuga
(E ela diz)
Hey Hey Hey
afasta as aranhas desse pesadelo
Pelo menos julgas com a mente em cinzas baptizadas
pela incerteza das tuas aranhas?
Nome e impossibilidade, sff,
antes de criares um anti-plano
Deixa-a afastar-se
Para a veres melhor.
A semente que ela deixou devora-se como um
favo de mel
e as sardas e o cabelo matam um bocado
é um pesadelo bem fiel
Mas de veludo
já estão as aranhas
fartas.
Quarta-feira, 16 de Julho de 2008
Sábado, 12 de Julho de 2008
Parte 2
boomp3.com
Fogos de artifício e o calor do verão, caem cinzas e sange
na f-f-f-facezita da miúda envergonhada,
com o sabor a vinagre espalhado pela boca e elefantes avultados de
robôs e obrigações salta e salva-te corre pela
porta nunca saberás quem
será desfeito n'outro
lado
E,
E
E
E demónios.
E cansaço e ham estou a tentar
ter um pensamento racional buzz
kill
adormecer a meio de um concerto e
depois das férias não vem
mais
nada
Não consigo apagar a chama do meu sonho
Olá como estás como foi o teu dia está tudo bem.
Não não está tudo bem vim agora do
A sério e então que é que ele
Tenho
Não a sério
Tenho uma fonte, uma fonte e uma praia nas memórias e entre
as tuas pernas haha
ha
ha
Fogos
_
de
artifício
Vi a tua m
ãe,
era bonita quando
era nova e tu
és a,-apenas a tua mãe mas mais nova E
céu durante a noite a cair e as abelhas desapareceram
para nos deixarem sozinhos à nossa solidão feliz
humana;
nascem árvores na tua cabeça e é como se de repente
não quisesse nunca que apagasses
a minha chama.
Bom, enfim
Tenho feito algumas escolhas
falado de algumas relações mistérios não há
nenhuns mas gostava de desvendar os que
não existem ou
ainda não existem
OU
salvar pombas do carinho das montanhas
imperdoáveis ou esquecer as rugas ainda
por formar e pensar em
E
pensar em
Estão algumas coisas atrás de mim ou
à frente conforme eu considere
A minha própria inexistência mas
O que é que isso
interessa ás fundações ou a uma
vontade desesperada de ser maior que tudo até me engol
ir ou encontrar-te e quem sabe poder
talvez
lembrar
?
São só fugazes coisas, como quem
ousa
Bom, enfim
Tenho feito algumas escolhas
falado de algumas relações mistérios não há
nenhuns mas gostava de desvendar os que
não existem ou
ainda não existem
E se essa ideia for sagrada o suficiente
talvez eu possa apagar a tua mente
por um momento
ou coleccionar sozinho algumas conchas
na areia da praia
do teu
pensamento.
Domingo, 6 de Julho de 2008
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
No Mac, vivo um pouco dividido. um hamburger só não chega para mim, portanto não tenho propriamente um hamburger preferido. Geralmente peço um menú médio e um euro poupança - cheeseburger, porque gosto de queijo e tem sempre mais um ingrediente que o hamburger euro poupança normal, que precisamente é o queijo - então é um hamburger X, batatas fritas, e o euro poupança.
(Quando estou pobre peço só um hamburger X e um euro poupança e bebo água à parte ou não bebo água, ou quando estou mesmo mesmo com falta de dinheiro peço 3 euro poupança)
Mas de hamburgers preferidos estava eu a falar, e em particular qual é o meu. Oscila. Acho que poderei dizer que é o crispy mcbacon, mas eu e ele temos tido encontros complicado por vezes, mas volto sempre a ele como a uma velha amante (não que eu perceba alguma coisa disso). Não é o big mac! demasiado batido, demasiado big mac, sei lá. Não sei acho que não como um big mac há anos, vem sempre com muita salada lá dentro e é uma confusão de se devorar. O crispy mcbcon é muita bom; o problema é que por vezes a tira de bacon que servem ou está calcinada, ou (e por vezes e) é muito pequena, o que o torna apenas num hamburger com um molho diferente. Eu curto do molho mas acho que é só o meu hamburger preferido porque eu curto bastante de bacon.
Dantes pedia um double cheeseburger (sai um dôble chise), mas acho que o sésamo no pão é muito importante - e o double cheese não tem. Gosto daquelas sementinhas estúpidas, não devem ser menosprezadas. Houve uma altura também em que havia o mcroyal cheese, mas esse desapareceu e só sobreviveu o mcroyal deluxe - que vá, não é mau, mas também não é estupendo.
Talvez me custe é admitir que o meu hamburger preferido seja um low profiler como o crispy mcbacon. Não é o famoso big mac, que mudou o mac para sempre; não é um staple da casa como o double cheese, ou um mais contra corrente como o mchicken (também já comi desses, fraquitos), é só o crispy mcbacon.
Tenho sempre muita curiosidade em saber qual é o hamburger preferido de uma pessoa quando vou ao mac com ela. Ver o que ela escolhe.
A minha mãe, por exemplo, diz que as tartes de maçã do mac lhe fazem mal.
pode-se dizer muito sobre o hamburger preferido de uma pessoa, mas o que raio quer isso dizer?
Penso muito no Mcdonalds. Há lá muitos hamburgers.
As batatas também são boas, dizem as pessoas.
To start
Míssil supersónico de destruição, míssil.
Tigre azul, míssil supersónico de destruição. Tigre e míssil.
Míssil Supersónico de Destruição.
Domingo, 22 de Junho de 2008
WATA
Na praia fazem-se rios e coisas e frios e loiças e tu não sabes como eu sei o teu trabalho é de escritório um dia morrerei a a uma secretária a dactilografar dactilografar dactilografar enquanto sonho com campos de verde e meses de Março em Paris e recreios e campos de futebol de cimento e gravilha lupas e formigas e antenas para os telemóveis poderem prosperar e discos e obras de e mulheres de e sítios de e coisas de e árvores e viagens e cidades e desertos e camiões no meio de lianas e divórcios e vinte anos e irmãs desconhecidas que um dia viverão na Índia e implosões de golfinhos nos oceanos e coroas de plástico e garrafas e estações de comboios iluminadas pelas tochas de querosene e lanças de plasma e dentes amarelos e néons no céu e imensidões de tempestades inteligentes e néons e relâmpagos e redenções e invasores e sou
uma criança antes
do fim
do Mundo.
Terça-feira, 17 de Junho de 2008
Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Usavam máscaras
Vários jovens mascarados com máscaras de tigre sairam de todos os orifícios da cidade como formigas fervilhantes. E ainda assim não andavam demasiado depressa, não eram,, uma turba descontrolada. E pelo signo do Sol invadiram as lojas, saltaram pelos parques, empunhavam folhas de papel e fotografias de outros jovens mascarados
abriam as tampas de esgoto e atiravam-se ao rio e ao mar, saltavam por entre os pisos dos centros comerciais
Azul, eram máscaras azuis, claro
Beijavam-se sendo idílicos e não existindo, (eu estaria por entre eles?) , lançavam a confusão e o pânico entre os crescidos e os garotos, despedindo-se
Despedindo-se desses tempos que nunca chegaram bem a acontecer por entre o calor e os saltos, por entre a nostalgia de um passado que já sentem e de um futuro no qual se encontram, para aprender todos os nomes de todas as pessoas que quero conhecer
já não há tempo
Pensam eles
Sim, eu tenho uma vida. Eu sou uma pessoa humana com ideias humanas. Talvez imaginar uma possível realidade tenha tornado tão transcendente, talvez, a minha. Não deixa de ser bom. (E porém, pela positiva) , olho à minha volta e só me consigo achar normal, previsível, com os mesmos rasgos de necessidade que um desses jovens que decidiu não usar máscara nesse dia (porque estava a trabalhar para pagar os estudos na Zara)
Zzzzzzara
; Não; não será estranho.É bom, é sinal de que e sou precisamente tudo aquilo que é suposto ser: eu. Mesmo que não seja nada do que estava à espera - talvez me tenha idealizado tão transcendente com o mundo que ousei criar e que, talvez, tenha sido sempre o mundo verdadeiro to begin with. Enfim. Se calhar se a vida fosse um musical, como diria um amigo meu, tinha tudo mais piada.
Mas como é que eu sonharia o mundo se assim fosse?
E como é que eu sonharia o mundo se o mundo fosse como eu o sonhava?
Entretanto, gosto de ir à praia, e beber cervejas frescas à noite. Espreguiço-me na cadeira da esplanada enquanto ouço os meus amigos atentamente, ponho o braço em volta da minha namorada, e sou feliz.
Tudo é certo Depois do Riso.
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

999.999 - uma introdução em crescendo fazendo a ponte de início do álbum para um milhão de milhas;
1.000.000 - mais abrasivo e muito Trent Reznor, Nine Inch Nailiano, letras típicas, áspero e ainda assim agradável, mais uma vez: típico, in a good way.
Letting You Go - o mesmo, mais ainda.
Discipline - o single. Viciante, industrial-pop (onde fomos já nós), com coros de vozes muito with teeth, algo que eu sempre gostei bastante. Uma batida agradável, viciante, aos quatro minutos é a música mais amigável do álbum.
Echoplex - segundo single não oficial, leakado pelo próprio numa página qualquer obscura do myspace. É calmo, é year zero no feeling mas completaente The Slip na mensagem e na forma de execução. Percebe-se calma, experiência, é concentrado, é bom, é curto. Vamos a meio do álbum e ainda não estamos na meia hora.
Head Down - boa, razoável, cumpre-se, esquece-se.
Lights in The Sky - a Hurt deste álbum. Belíssima letra, já agora. Era para a ter posto aqui no blog uma vez, mas o boom não fez o upload, nada azelhice minha. O pino é viciante e bonito, a la Reznor. Ele gosta destas merdas bonitinhas assim no meio do nada, e ninguém o leva a mal, quando é bem feito. É uma boa música, é uma boa balada, e uma boa transição para a parte final do álbum.
Corona Radiata - durante sete minutos, distorção e sons industriais. Para quem gosta disto, como eu, devia ser bom. Mas não é; o álbum perde-se aqui um bocado. Um álbum que é (infelizmente) demasiado curto, tem numa música de distorção a sua maior peça. Falha. Devia ter estado no ghosts, lançado uns meses antes, e não aqui. Aí teria gostado. Aqui, apenas corta o kick.
The four of us are dying - industrial-ambient. Bem bom. Aqui perde-se, porém. O mesmo. Gosto dela, mas eu quero Nine Inch Nails clássico. Oh espera, parece que vamos para a última música. E, hã? parece que é boa?
Demon Seed - música negra, coros, batidas fortes e nada complacentes, e ainda assim listener-friendly. Agradável ao ouvido. Explosão por acabar. Trent está mais velho e controlado. Nada de loucuras. Bom final. Já está.
Considerações: The Slip é o álbum mais pop, mais curto, mais coeso, mais concentrado, e talvez o mais conseguido de NIN, no sentido de a mensagem ser precisamente aquela, sem desvios ou variações, sem experiências ou voos para outras paragens. Eu gostei. é mais fácil de ouvir, sim, mas denota o trabalho de um mestre com as ideias e a sua arte já sedimentadas e num novo estado de graça; veio a calma, veio o entendimento, e há a noção de que se poderia lançar um álbum deste a cada, por exemplo, 3 meses. Porém, nota-se também que não se tentou aqui superar-se o que quer que fosse em relação a trabalhos anteriores, principalmente em relação a Year Zero - um álbum a "sério", de arranjos cuidados, de setenta e tal minutos. É um bom álbum para se começar com NIN, eu acho; e com um preço certo: grátis, no blog oficial da banda. saquem-no directamente aqui.
xau, mãe.
Terça-feira, 3 de Junho de 2008
my estetics

Jesus era um ninja e eu sempre um soube! Pelo menos um ninja. Eeeeeeeele chegou ao pé dos judeu e BAM! (lê-se béme), fodeu-os a todos com nunkakus e golpes de virilha mágica especial antes de os cortar com a sua mega espada de gume invertido que ele foi comprar ali ao pé numa loja que já existe há trezentos mil milhões de anos.
Jesus era um ninja. Pelo menos. Odiava anchovas na pizza. Eu também odeio anchovas na pizza mas nunca comi pizza com anchovas. Porém é peixe. Vai tudo dar ao mesmo.
Jesus conseguia falar com peixes.
Estetics
Olá
O meu nome é
ISMAEL
e tu
qual é o teu nome
aposto que
não é ISMAEL
pois não?
se fosse
ISMAEL
terias talvez o melhor
nome do mundo
ISMAEL
dá gozo pensar assim em sim e dizer
IIICH'-MÁHÉLH
dizer assim o nome
ISMAEL
sabe bem dizê-lo e pensá-lo
não por ser meu mas
é (porque)
O melhor nome do mundo
ISMAEL
, estetics.
eStetics
- Mãe, não quero mais.
- Anda lá.
- Não quero.
- Filho anda lá.
- Ó mãe, não.
- FAZ O QUE EU TE MANDO DIOGO DUARTE BENAVENTE DA CRUZ!!
- ai...
- tu fazes-me perder a paciência, tu tiras-me do juízo! Que é que tu queres? Vá anda lá quieto porra!
- fogo, má!
- Nem tu imaginas quanto! Não chora!
- ai...
Estetics - eles dizem que nunca dói, mas dói sempre
ODEIO-TE E QUERO QUE MORRAS FIZESTE-ME TRISTE FIZESTE-ME MISERÁVEL FIZESTE COM QUE EU ODIASSE O CHÃO QUE EU PISO A TUA VAGINA É FEIA E PELUDA E CHEIRA À SALA DA MINHA SEGUNDA CLASSE QUANDO ANDAVA NA ESCOLA CHEIRAS MAL COMO É QUE CONSEGUIAS CHEIRAR TÃO MAL E ERAS TÃO PÚDICA E TÃO ESTÚPIDA E ODIAVAS OS MEUS AMIGOS E TRAISTE-ME COM O MÁRIO MINHA FILHA DA PUTA COMO É QUE ME PUDESTE TRAIR COM O MÁRIO
Estetics
PROCURA-SE
Céu um pouco mais azul
ou
Rapaz trabalhador para
ajudar em
coisas ou ser só um bom
amigo
Tem que ter experiência
O céu
não o
amigo
Sábado, 31 de Maio de 2008
Fábula imiscuída
Patinha Antão apoiou o joelho no chão enquanto a mão esquerda apanhava um bocado de pó do solo destruído à sua volta.
- Que monstro poderá ter causado isto?
Não teve tempo para terminar a frase. Teve ainda uma visão, um vingador dourado, ao longe, vindo do Sul, qual o seu nome - de capa azul e fato amarelo voando pelo ar para o salvar, mas tarde demais - Passos Coelho, era isso, Passos Coelho! mas -
O dragão de ébano velho a que os anciãos de outras eras - ainda antes dos tempos dos nossos antepassados! - tinham apelidado de Manuela Ferreira Leite irrompeu do solo, o responsável por toda aquela destruição! Patinha Antão não teve hipóteses; um dos seus quarenta e quatro tentáculos apanhou-o e elevou-o do solo enquanto um guincho horrível sai da sua boca principal, os seus bigodes vibrando de fúria e o seu corpo contorcendo-se sobre si mesmo como uma anaconda - pois Manuela Ferreira Leite era um dragão de família oriental. O dragão destruidor de sonhos, de cuja lenda se dizia possuir as mesmas propriedades que a deusa Hera, mas nos órgãos reprodutores ou nos mamilos, preparava-se para fazer mais uma vítima. Tudo parecia perdido!
- Luz, dai-me forças...!
O corpo de Patinha Antão começou a brilhar, primeiro de forma débil, depois intensamente, enquanto se aproximava cada vez mais da boca principal de Manuela Ferreira Leite, contorcendo-se ainda cheia de fúria, o seu corpo (esticado) roçando de acordo com os mitos 89 metros de cumprimento e metade de largo. E de repente, explodiu em luz! De Manuela Ferreira Leite saiu um urro terrível, ao começar a arder o seu tentáculo que prendia Patinha Antão com uma terrível queimadura. Este caiu ao chão como um boneco desconjuntado, soltando um gemido que ninguém ouviu, abafado pelos urros de dor e fúria do horrível dragão Manuela Ferreira leite, capazes de estilhaçar os vidros de cidades a mais de trinta quilómetros de distância.
- Falhei, falhei...tudo está perdido...
Mas eis que, do nada, como um míssil hipersónico silvando no ar, com capa azul e fato dourado rebentando do peito, com uma ceta laranja a apontar para cima no peito. Era Passos!
- Coelho! - gritou Patinha Antão, de lágrimas nos olhos
- Finalmente nos encontramos, meu nojento dragão Manuela Ferreira Leite... - disse Passos Coelho, levitando à sua frente, capa a esvoaçar e punhos cerrados com os braços ao longo do corpo, birlhando com a luz parda do sol lá muito ao longe - esperei muito mpor este momento. Podes ser velho, mais velho ainda do que a pedra mais antiga deste planeta, mas hoje é o dia em que serás destruído!
Manuela Ferreira Leite apenas lhe responde com múltiplos urros capazes de fazer sangrar os tímpanos de qualquer mero mortal enquanto o seu corpo se contorce no ar e uma das suas bocas inspira ar para lançar um jacto mortal de fogo branco, azul e amarelo.
E os titãs colidem numa onda de choque que arranca as árvores nas imediações que ainda restavam de pé criando uma nuvem de pó que torna a luta apenas um míriade invisível de sons surdos e urros furiosos.
Entretato, perto dali, Pedro Santana Lopes masturbava-se com muita rapidez e de língua de fora, escondido atrás de um montezinho de terra.
Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Música!
Era morrer e viver outra vez. E morrer outra vez. E viver outra vez, e morrer outra vez. E viver outra vez.
boomp3.com![]()
Sábado, 24 de Maio de 2008

Garfield minus Garfiled: quando se tira o garfield das suas comics strips ficamos apenas com Jon Arbuckle, um ser solitário, esquizofrénico, perturbador, e tudo o que resta são os devaneios de um ser que perde a batalha contra a sociedade moderna todos os dias, parecendo estar permanentemente à beira da loucura. A ideia, em si, é muito mais hilariante do que com o o gato gordo ao lado. Simples, e genial.
Quinta-feira, 22 de Maio de 2008
Não percebo nada do céu, quando ele desaba em mim. Por vezes imaginava que serias o vértice de uma infinitude sem um começo bem definido como o céu, sem um ponto cardeal; sempre em movimento, impossível de seguir,
imprevisível como o vento
,Violeta e Indigo.
Uma espiral no meio do olho da tempestade.
As luzes dos candeeiros tremem com o vento ascendente e descendente. Não percebo o céu. Nunca o percebi. Lembra-me de ti. Ambos são coisas selvagens. E depois não vou teorizar mais sobre isso.
Infinita, Revolvente, Aterradora, Assustadora.
És como o céu.
Mas
acima de tudo,

Ao quarto dia, Perguntaram-lhe porque é que não se levantava mais, porque é que a solidão longe de casa tinha um travo tão estranho a alegria, porque é
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Para onde vão as ideias quando as fés falham?
Domingo de madrugada despistei-me com o carro.
E um carro na direcção contrária vinha a passar precisamente nesse momento pensei estupidamente, e o carro ia contra mim e o meu carro girava sobre si mesmo em piões enquanto a parte da frente era destruída e ia contra os rails e o meu pescoço partia com a força da pancada meio de lado, só porque o piso estava molhado, mas
não. Despistei-me só, mas foi uma sensação do caraças. Tinha acabado de levar a namorada a casa e lembro-me, segundos antes de me despistar, de ver as horas no relógio do carro: 4h45 da madrugada. E dois segunods antes de me despistar desafiei-me a mim mesmo Ás cinco estou em casa,
o carro vai disparado contra os rails e rebenta-os, o piso está escorregadio por ter chovido pouco e a frente do meu carro desfaz-se contra um muro de betão do lado esquerdo depois de uns metros de relva molhada
, e reduzo para oitenta lembro-me bem
Mas na verdade foi uma coisa muito simples: tinha chovido durante coisa apenas de cinco minutos: isso é muito pior para o piso do que quano chove muito porque a pouca água mistura-se com o pó e os detritos e a sujidade e borracaha dos carros e não a enxagua, o que cria uma substância que parece manteiga e é muito perigosa. e à estúpida fiz uma curva com a estrada molhada - o resto da estrada não estava molhada, devia ser só daquela curva, e ía a oitenta, e estava com uma quinta metida, e tudo bem que devia estar com uma quarta metida mas o meu pai tinha-me dito há umas semanas que se metesse as mudanças mesmo em baixo, incluindo a quinta (que eu pensava que não porque tinha lido algures que em quinta os carros trabalham o dobro) e então eu estava a fazer a curva em quinta e o carro começa-me a fugir e eu só tive de pensar "oi."
E então foi, a curva era em S, primeiro para a esquerda e logo depois para a direita, e eu viro para a esquerda e a traseira do carro começa-me a fugir irresistivelmente para a direita e eu penso "oi", e enquanto estou a virar o carro todo para a direita penso "é pá não acredito que vou espatifar o carro", e pensava na chatice de o espatifar, no dinheiro, os meus pais vão ficar fodidos, no meio do nada vou ter de chamar a merda do reboque, não acredito nesta merda no meio do nada (Trajouce, madrugada), os meus pais, o carro, e nunca pensei uma vez em mim, só na chatice toda que ia ser, e então a traseira desliza toda para o outro lado, para a esquerda, enquanto eu estou a virar para a direita, e enqaunto tento endireitar o volante e controlar o carro ou virá-lo de novo para a esquerda, e me vejo a afastar um pouco dos rails á minha esquerda mas a aproximar-me do muro de pedra à minha direita, percebo que perdi: num momento percebi que não ia conseguir controlar aquele carro. E então o carro vai quase de frente contra o muro, ouço um estrondo, e pára.
Lembro-me das palavras de Bruce Wayne:
"I've got the home stretch all to myself when the readings stop mking sense. I switch to manual - - but the computer crosses its own circuits and refuses to let go. I coax it. It shoves hot needles in my face and tries to make me blind. I'm in charge now and I like it.
- - Then the front end lurches, all wrong. I know what's coming. I've got just under under two seconds to shut this mess down and forfeit the race. The engine, angry, argues the point with me. The finish line is close, it roars. Too close. The left front tire decides to turn all on its own, I laugh at it and jerk the steering wheel to the right. The nose digs up a chunk of macadam. I look at it - - Then straight into the eye of the Sun. This would be a good death...
But not good enough."
É claro que ao contrário do Bruce eu não estava em nenhuma corrida e o meu carro parou de repente, fiquei fodido, pensei no vento selvagem
Não, não pensei em nada disso, pensei no vazio brutal da noite e do nada do sítio onde estava e que não conhecia, que só passo por lá por passar para voltar para casa numa viagem de vinte e tal minutos porque ando depressa e pensei nos meus pais fodidos e pensei no mau pobre carro e pensei na puta do reboque tão longe e pensei quatro e quarenta e cinco da madrugada, e olhei e não vi nada, e o carro funcionava, e estupidamente dead combo continuava a tocar no rádio, desliguei o cd e fiz marcha-atrás. E com o carro potencialmente danificado lá há frente meto-me ao caminho para ver se encontro uma saída que me permita parar o carro e olhar bem para ele, e vinte metros depois viro à esquerda e os máximos estão ligados, e saio, e são qianda quatro e quarenta e cinco, e olho para a frente, e tudo me parece bem -
Resumindo, despistei-me e as sensações e o que me aconteceu. Ao meu carro, não lhe deu nem um arranhão. Depois pensei "tens que te meter no carro JÁ, senão ganhas medo". E com as pernas ainda a tremer bem que me meti no carro, caralho! Meti-me logo no carro e fui-me embora dali para fora. e nem cinco minutos passavam e já dava graças a Deus ao susto, porque tinha aprendido qualquer coisa, e voltei a meter dead combo a tocar, e voltei a acelerar a cem e mais na marginal de cascais com o vidro aberto e a fumar o cigarro do destresse.
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
Domingo, 4 de Maio de 2008
Terça-feira, 29 de Abril de 2008
Domingo, 27 de Abril de 2008
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
19:56
Senti-me talvez um pouco sagrado hoje; talvez ajudasse por achar que estava giro - primeira vez em muitos dias. E criei este pensamento logo depois, quando voltava de carro para casa - o primeiro dia de Verão, Verão mesmo, com maiscúla, calor calor ainda depois das sete e meia, Sol ainda às oito e um início ainda forte, prolongado, de um pôr-do-sol anunciado, mas longe . longe, e talvez tenha sido o homem do Adeus; talvez a forma como oSol me batia na cara e não me cegava pelos óculos de Sol?; o carro a cortar a estrada, o ter estado com a namorada?; Talvez eu seja um fantasma, pensei, ou melhor, Sim, mais uma vez me sinto como uma fantasma, ou seja, um fantasma que passa pela vida, ou a vida passa por ela, e não se detecta - o fantasma, acho, talvez a vida se a piada cósmica fosse mesmo boa;
(cósmico, imagino sempre o universo cheio de estrleas e negros, quasares em grande plano e pedaços de asteróides numa cintura irregular)
Mas um fantasma, e pensei, Tenho que escrever sobre isso, e se tiver um filho, ensinar o meu filho sobre___________________ (mas esqueci-me...)
, E pensar, será que o meu filho é um fantasma, será que eu sou uma fantasma, será que devo educá-lo nesta vida para ser um fantasma, talvez passe tudo por ele e
(eu vi, eu reparei pelo retrovisor, o homem do Adeus a dizer adeus ao outro carro atrás demim que passava; saía de Belém)
ele será como eu? Se eu me sint um fantasma ou se me tenho sentido, mais ou menos, nos últimos tempos, ou eras, ou vidas que tenha tido; não importa pensei porque, eu sou o que é isto, o que sempre tenho sido e sempre me senti assim e sempre; o raio do Sol! um fantasma;, a percorrer de carro qualquer coisa que - mais um esqecimento - _____________, qulquer coisa, uma namorada, o fantasma, esta estranha felicidade, o que é ela em mim, que eu ainda não consegui imaginar, pensar ou escrever, ver-me a ser atirado, por aí, ao mundo, um fantasma que ainda mantém os tiques de quando era uma fantasma, ou um que aprende a andar no mesmo mundo que não o vê no meio do dia, lá fora, mas fantasma ainda sempre, ensinado o seu filho; um dia, coisas e mistérios, pensamentos e urgências,
que ele próprio desconhece.
Terça-feira, 22 de Abril de 2008
Huh.
Todas as histórias de amor começam com o boy, a girl, and eventually boy meets girl. Tenho andado a pensar: uma história de amor onde boy does not meet girl. Nem sequer uma história de desencontros, pequenas afirmações de vidas e contos impossíveis, simplesmente nunca se vêm nem nunca se encontram.
Será que é possível? Imaginar um amor um pouco menos real que não se importe com os condicionalismos do próprio amor para existir?
Benvindos ao Míssil Supersónico de Destruição.
Domingo, 20 de Abril de 2008
Home is where your hearth is.
Não,
Era dos espaços e das amnésias, e de uma normalidade lembrada com saudade que eu tinha falta. E das faltas, e dos parágrafos, e da falta da Lenda e do que resta de um projecto futuro, a um, com músicas e filmes e devaneios e uma Verdade que é só mais uma verdade qualquer, que é a minha.
É isto.
(Tigre.)
HOWL
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
EU NÃO QUERO SER SALVO
My Bloody Valentine
PERDIDOS NAS RUAS DO
VENDO OS CARROS PASSAR PELO O
UMA MULHER E UM HOMEM
ENCONTRAM-SE
E NÃO COLIDEM
Sou um super-herói que anda sempre com a máscara no bolso para poder salvar toda a gente bem depressa, quando não tiver tempo ara me vestir num telhado ou rua mais discreta. Depois não posso usar mais essa roupa no mundo civil, essa combinação.
O homem-aranha nunca sobreviveria em Lisboa.
Prédios demasiado pequenos.
Mas seria fixe balançar-se numa teia e aterrar numa das torres do castelo.
Just sayin' .
Nope, este não é um post sobre guerras perdidas ou diferenciações absurdas estilistico-prosaicas. Só isto: Menezes demitiu-se. Ribau Esteves foi apanhado com uma garrafa de gin na fonte da pedreira dos húngaros, chorando, dando o seu pénis como oferenda ao Deus-Sol.
MÍSSIL SUPERSÓNICO DE DESTRUIÇÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃOÃO
retornem ao míssil passado de destruição se pretenderem mais informações acerca da construção da realidade que vos foi apresentada
















